O futuro do emprego. Sua profissão será automatizada?

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Alguns dias atrás, lendo algumas análises de pesquisas sobre profissões que tendem a ser automatizadas, me deparei com uma pesquisa de 2013 da Universidade de Oxford que mostra que cerca de 47% do total de empregos está em risco.

Outra pesquisa, esta da Pew Research Center, mostra que entre os entrevistados, 52% acredita que os robôs e agentes digitais vão criar mais postos de trabalho do que tomar até 2015.
Fiquei curioso e fui entender. Faz muito sentido e já está acontecendo.

Historicamente, a automatização estava se concentrando em substituir as tarefas mais rotineiras ou cognitivas que seguiam regras bem claras, que podiam ser programadas em códigos de programação, como por exemplo produção de automóveis e similares.

Seguindo os recentes avanços tecnológicos, principalmente da “big data” e a inteligência artificial, a automatização tem se espalhado para domínios não rotineiros, como por exemplo navegar um carro no transito de uma cidade, decifrar a letra de uma pessoa num preenchimento de documento ou a sua voz em uma ligação telefônica.

A informatização está entrando na área de saúde, nos diagnósticos, por exemplo, nos serviços financeiros e jurídicos, assumindo uma série de tarefas realizadas por assistentes jurídicos, contratuais e advogados de patentes.
O aperfeiçoamento da tecnologia de sensores tem possibilitado a automatização da leitura de medidores, eliminando a necessidade de pessoal para coletar tais informações, por exemplo na melhoria na coleta de informações de condições mecânicas de caminhões, umidade do terreno de uma plantação, controle do fluxo e vazamento de água na tubulação pública.
Outra tecnologia que já está sendo aplicada, por exemplo pela Apple com o Siri, e pelo Google, mas que também já conta com empresas que fornecem este serviço para call center, por exemplo, reduz consideravelmente o custo de atendimento ao cliente.
Tarefas como aconselhamento financeiro, comunicados de imprensa, testes de software, podem e vão ser substituídos por algoritmos que tomam pequenas decisões baseadas em parâmetros.

É claro que isso não ocorrerá de uma hora para outra, mas já vem ocorrendo e cada vez mais em áreas onde o ser humano não acreditava ser substituído, em tarefas cognitivas.

O mercado de serviço pessoal também está sendo atingido. Os robôs já sabem aspirar, esfregar, roçar o gramado, limpar calhas, etc. Este mercado tem crescido 20% ao ano. Você já deve ter visto alguns destes equipamentos para venda.

O estudo sugere que na primeira onda de substituições por computadores estão empregos como profissionais de transporte e logística, juntamente com a maioria dos trabalhadores de escritório e apoio administrativo e parte das ocupações de produção.
Numa segunda onda, alguns postos de vendas e relacionamento podem ser afetados, como por exemplo caixas de lojas e telemarketing, que embora envolvam tarefas interativas, não necessariamente exigem um elevado grau de inteligência social.
Carreiras com elevado grau de inteligência social, como por exemplo executivos de empresas, ocupações relacionadas a arte, mídia, educação, saúde, tarefas que exigem interpretação de emoções, ações e situações, usando movimentos corporais, expressões faciais e gestos, embora não sejam muito diferentes de muitas tarefas já automatizadas, exigem um profundo conhecimento humano, não sendo suscetíveis a informatização num futuro tão próximo.

Exemplo de Profissões com maior tendência a sumir: Telemarketing, técnicos matemáticos, reparadores de relógios, bibliotecários, corretores, profissionais de encomendas, avaliadores de seguros, agentes de crédito, árbitros esportivos, analistas de crédito, etc.
Exemplos de Profissões com menor tendência a sumir: engenheiros de materiais, designer de moda, fisioterapeutas, fotógrafos, designer de interiores, ortodontistas, diretores, terapeutas ocupacionais, gerentes de produção, bioquímicos, gerentes de compras, etc.

Um ponto importante é que o que diferenciará o ser humano no futura será a capacidade de “ser mais humano”. As diferenças tecnológicas que hoje diferenciam muitas empresas e segmentos serão menores e as habilidades interpessoais serão o grande diferencial competitivo.

Resumo da ópera, todo trabalho que puder ser automatizado, será automatizado. Isso não significa que as pessoas não terão mais emprego e sim serão realocados para tarefas que ainda não estão suscetíveis a automatização, tornando-se esta a nova base da pirâmide.
O desafio ficará para as instituições de educação que deverão já se preparar e trabalhar com esta tendência/realidade, alinhando assim as expectativas dos profissionais que entregarão ao mercado de trabalho.

Veja a lista com 702 profissões analisadas no estudo da Universidade de Oxford.

Veja a pesquisa da Pew Research Center.

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